Poluição Visual

Poluição Visual

Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso enfeia as cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.

Outra poluições visuais

Também é considerada poluição visual algumas atuaçães humanas sem estar necessáriamente ligada a publicidade tais como o grafite, pixações, fios de eletricidade e telefônicos, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos.
Normalmente, ela se soma aos outros tipos de poluição: do ar, das águas e a luminosa, principalmente com esta última.

Efeitos

Apesar de ser considerada por alguns como uma expressão artística, o grafite pode contribuir para a degradação visual de área da cidade.

A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logotipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.

Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.

O lixo propriamente dito também é considerado um elemento de desconforto visual que contribui para a sensação de mal-estar urbano.

A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logotipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.

Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e esteticamente agradável ao usuário.

Fonte: pt.wikipedia.org

Poluição Visual
O que é a poluição visual?

Dá-se o nome de poluição visual ao excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc.) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso enfeia as cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrolo.

Apesar de ser considerada por alguns como uma expressão artística, o grafite pode contribuir para a degradação visual de área da cidade.

Também é considerada poluição visual algumas actuações humanas sem estar necessariamente ligada a publicidade tais como o grafite, pixações, fios de electricidade e telefónicos, as edificações com falta de manutenção, o lixo exposto não orgânico, e outros resíduos urbanos.
Efeitos

A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logótipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa altivamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenómenos de massas. A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.

Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmónica e esteticamente agradável ao usuário.
Prejuízos

Uma das maiores preocupações sobre a poluição visual em vias públicas de intenso tráfego, é que pode concorrer para acidentes automobilísticos. Muitos países possuem legislações específicas para controlo de sinalizações em diversas categorias de vias.

Os psicólogos afirmam que os prejuízos não se restringem a questão material e também na saúde mental dos usuários, na medida que sobrecarrega o indivíduo de informações desnecessárias.

Fonte: ambiente_pt.blogs.sapo.pt
Poluição Visual

As grandes cidades apresentam um grande número de cartazes publicitários, os quais, juntamente com a concentração de edifícios, carência de áreas verdes e a inexistência de recantos naturais, constituem uma poluição visual que degrada o meio ambiente.

No Grande ABC a situação não é diferente, onde proliferam cartazes ao lado das avenidas e mais aterrador ainda, é quando as prefeituras inauguram uma praça e logo a seguir espeta uma imensa placa no meio dela com o intuito de divulgar obras ou atividades culturais. Uma verdadeira aberração visual. Gasta-se dinheiro com jardim para escondê-lo atrás de placas.

Em alguns casos a poluição visual coloca em risco a vida das pessoas já que muitas faixas e propagandas são colocas em cruzamentos de avenidas confundindo com suas cores vermelhas a sinalização de trânsito.

Os centros comerciais, principalmente as ruas chamadas de shopping à céu aberto, são verdadeiras parafernálias visuais.

Hoje a poluição chega aos meios de transporte. As traseiras dos ônibus são verdadeiros out dor ambulantes que em alguns casos tiram a atenção dos motoristas com propagandas apelativas.

Fonte: www.abcdaecologia.hpg.ig.com.br
Poluição Visual

Rua Augusta, São Paulo
Rua Augusta, São Paulo, 2000 – Fachada de lojas que explicitam a importância dos suportes para os anúncios e das cores utilizadas em detrimento do tratamento arquitetônico das fachadas

Ao observarmos o desenvolvimento da comunicação humana, poderemos constatar que ela segue uma linha relativamente simples: sons, gritos e, eventualmente, discursos. Neste processo, símbolos deram formas visuais ao discurso que, por sua vez, transformaram-se numa linguagem escrita.

Áreas específicas de comércio têm desenvolvido linguagens e símbolos próprios, que os identificam no mundo. O nome curto para estes símbolos é "logos". Do grego, "logos" que significa "a palavra" ou "o caminho".

Clareza na definição da identidade e identificação pela singularidade são os fatores mais fortes para alcançar o sucesso e a sobrevivência de um negócio. Este processo de identificação é a grande estratégia de comunicação na sociedade de consumo.

Assim, diante da proliferação de imagens, signos e mensagens que vêm ocorrendo nas cidades, uma primeira abordagem do problema passa pela discussão do seu significado e alcance.
Vitalidade ou poluição visual

Rua Oscar Freire, São Paulo, 2000 – Fachada de estabelecimento comercial em local da cidade onde há a preocupação com o tratamento das fachadas, colocação dos anúncios, cores e dimensões

Quantas vezes, entramos num restaurante, ou numa loja e dizemos: Ih! Não deve ser bom, está vazio !!!!

A grande quantidade de pessoas passa a sensação de que existe qualidade e interesse pelo local. As clínicas médicas e alguns médicos costumam, sobrepor ou atrasar consultas, para que os clientes tenham a sensação de que seus serviços são muito procurados.

Assim, tudo o que dá a sensação de congestionado passa, imediatamente, à sensação de concentração de atividades interessantes e aguça a nossa curiosidade.

Neste sentido, muitas atividades trabalham com espaços menores do que o necessário de forma a dar sempre a sensação de muita atividade e, portanto, dinamismo, vitalidade.

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2000 – Anúncios em outdoors e luminosos. Congestionamento de informações, cores, símbolos e confusão para a leitura das mensagens

Assim, ficamos extasiados diante de todos aqueles letreiros luminosos, da Broadway, que nos indicam que estamos numa área onde a atividade cultural e de lazer é a mais intensa do planeta. Na verdade, esta quantidade de anúncios superpostos, e em excesso, tem, mesmo, esta intenção. Ninguém pretende que daí retire-se qualquer informação específica sobre eventos ou produtos. Ë uma verdadeira simbiose entre vitalidade e congestionamento, não apenas de pessoas, mas de veículos, mercadorias e imagens.

Segundo Gordon Cullen em livro publicado em 1961, havia uma moderna contribuição da publicidade na rua, à imagem da cidade. Inicialmente, interessante, em todo o local que se olhasse mas, quase ignorado pelos planejadores urbanos.Para o autor, esta teria sido a maior contribuição do século XX para o cenário urbano.

Não sabemos se ele diria a mesma coisa, passados 40 anos.

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2000 – Outdoors colocados lado a lado ocupando todo o alinhamento de terrenos desocupados em grande avenida paulistana

Parodiando a definição de poluição ambiental, podemos dizer que Poluição Visual é o limite a partir do qual, o meio não consegue mais digerir os elementos causadores das transformações em curso, e acaba por perder as características naturais que lhe deram origem. No caso, o meio é a visão, os elementos causadores são as imagens, e as características iniciais, seriam a capacidade do meio de transmitir mensagens.

Neste sentido, James Maskulka (1) acredita que a partir de determinado ponto, a quantidade de informações e mensagens, passa a criar uma sensação de irritação que acaba por surtir efeito inverso ao que se pretendia inicialmente, ou seja, não permite a adequada absorção das mensagens.
Se isto é verdade, porque as imagens proliferam-se ?

Na prática da comercialização, um dos principais tipos de intervenção sobre a imagem da cidade, denominados mídia exterior (2), podem ser classificados em dois grupos: o primeiro refere-se à publicidade realizada nos próprios estabelecimentos varejistas, composto pelos anúncios de identificação e o segundo, refere-se à publicidade que ocorre fora do local onde a atividade de comércio ou de serviço é realizada. O conceito desta última é definido pela expressão inglesa “outdoor advertising” e neste grupo incluem-se tanto os painéis e outdoors promocionais, como informativos.

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2000 – Anúncio com dimensões superiores às determinadas pela Central de Outdoor (9 x 3m) mostram como novas técnicas de impressão, como a gigantografia, permitem que isto ocorra
Nas fachadas

Nos imóveis comerciais existe, logicamente, a necessidade de placas informativas a respeito do tipo de negócio aí desenvolvido, de forma a identificá-lo. A legislação (3) do Município de São Paulo, por exemplo, que dispõe sobre a colocação e fiscalização dos anúncios publicitários visíveis do espaço público, além da difícil compreensão, permite, no entanto, considerar como anúncio apenas o texto escrito, marca ou símbolo do negócio quando superior à 0,50m2. Não considera como anúncio o suporte de sustentação, saliências nas fachadas e demais elementos, quando incluídos em projeto aprovado. A permissividade desta Lei é tão grande, que permite que, para cada 1m de testada do imóvel, possa ser exibido 3m2 de publicidade. Mesmo com tanto espaço que pode ser ocupado pela publicidade, cerca de 70% (4) dos anúncios da cidade de São Paulo não possuem licença dos órgãos municipais competentes para a exibição.
Este é apenas, o início do caos.

Nos estabelecimentos comerciais não planejados, isto é, que ocupam antigas residências precariamente adaptadas e que chamamos de arquitetura de transição, a situação é ainda mais complicada. As fachadas apresentam-se pintadas com cores bem fortes, buscando um destaque. Esta necessidade aparece, em parte, na medida em que já existe uma imagem do comércio a que os indivíduos estão acostumados, e a edificação projetada para o uso residencial não fornece elementos para a identificação imediata de que, naquele local, existe um estabelecimento comercial.

Para os letreiros, faixas e cartazes aparecem indicando promoções e liquidações, sobre as quais não parece haver o menor controle, a Legislação os classifica como Transitórios e permite a sua veiculação por, no máximo, 30 dias e que seja único no imóvel. Se a fiscalização dos anúncios permanentes já é ineficiente, imagine-se para os transitórios! Esta situação, além de agravar o problema da poluição visual, causa, muitas vezes, uma grande confusão para o consumidor que não consegue diferenciar uma loja da outra.

Pesquisa recente, de caráter ainda exploratório, na cidade de São Paulo, com relação à publicidade dos estabelecimentos comerciais, mostrou que na rua Augusta apenas 18,96% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o anúncio da fachada ajudou a identificar a loja. Índice um pouco maior ocorre na rua Oscar Freire (25,49%), já que as vitrines e, muitas vezes, a própria arquitetura diferenciada, funcionam como anúncio do negócio. O baixo índice de concordância com a assertiva de que "com menos imagens, cores e informação seria mais confortável comprar", (17,24% na Rua Augusta e 13, 72% na Oscar Freire), mostra também, um índice de interferência muito inferior ao que se supunha, donde pode-se concluir que há pouca interferência desta caótica publicidade nas intenções de compra dos usuários, ou então, que tais interferências estão mais ligadas aos processos inconscientes de percepção ambiental, que não é facilmente identificável pelos entrevistados.

A utilização do próprio edifício, que se transforma numa verdadeira vitrine para o negócio é outro elemento digno de nota. Neste caso, se tiver projeto aprovado, onde os elementos de publicidade incorporam-se à fachada, estes não serão considerados anúncios. Na Avenida Brasil, na cidade de São Paulo, é possível encontrar inúmeros exemplos desta possibilidade, onde os materiais de acabamento das fachadas se auto-promovem.

O uso das calçadas para a exposição de produtos e até como extensão da própria loja, ou para o uso do comércio ambulante, é outro elemento que contribui para aumentar a situação de desconforto nas tradicionais áreas de compras.

No caso de anúncios nos próprios edifícios seria necessário repensar todo o processo de controle. Ou seja, rever os critérios de definição do que seria anúncio; imprimir uma fiscalização eficiente para verificar se os projetos das fachadas foram devidamente aprovados; discutir a necessidade de pagamento de taxas; e rever os critérios locacionais.

Projetos de orientação dos comerciantes com relação à estética e a eficiência destas mensagens para o seu negócio, talvez fossem mais eficientes no controle da paisagem urbana e da própria otimização dos negócios pela oferta de espaços de compras mais agradáveis.

Logicamente, nos países e cidades onde as legislações relacionadas com a publicidade e a preservação do patrimônio histórico são mais eficientes, as inserções das marcas na cidade tendem a ser mais criteriosas.
Mídia exterior

A mídia exterior, por sua vez, pode ser definida como toda aquela que acontece externamente às edificações, em espaços públicos ou privados, porém visíveis do espaço público. Inclui a utilização das áreas livres dos imóveis (edificados ou não) para publicidade. Neste caso, a permissividade é tamanha, que o céu parece ser o limite. Mais do que o dimensionamento dos anúncios, a localização e a quantidade é que deveriam ser limitadas. Neste caso, o pagamento de taxas de valor significativo (proprietário e anunciante) para a municipalidade já seria um bom início.

Neste caso, a publicidade não se vincula ao estabelecimento comercial, tem um forte impacto sobre a paisagem urbana, e parece que a municipalidade não lucra muito com isto, já que o tratamento é o mesmo dado aos anúncios em estabelecimentos.

Outro aspecto, que passa despercebido, é que a municipalidade é quem deveria se apropriar da renda diferencial proveniente das localizações privilegiadas em termos de visibilidade e de fluxo de pessoas, para a colocação de anúncios. Não é assim que agem as grandes emissoras de radio e tv quando tem maior audiência? Só que no caso da mídia externa o meio é a cidade. E a cidade a todos pertence.

Na verdade, é interessante questionar por quê novamente, esta questão aparece no cenário urbano de forma tão intensa, aqui no Brasil.

Segundo James Maskulka, vários aspectos podem explicar por quê a mídia exterior, através dos outdoors, tende a ser o meio de comunicação do século XXI. Uma das grandes justificativas para tal desenvolvimento é a questão da escassez de tempo, onde a eficiência na transmissão da mensagem dar-se-á pela fixação das marcas. Considera, ainda, que a mídia externa fala a linguagem do consumidor.

Embora não tenha, a princípio, a intenção de identificar a localização dos estabelecimentos comerciais, quando instalados nas rodovias, os outdoors podem assumir ambas as funções: a de fixar a marcar e indicar a localização de restaurantes, hotéis, lojas de fast food ou Shopping Centers.

É preciso não esquecer ainda, que outras formas de anúncios que vêm sendo utilizadas de forma crescente, são os anúncios pintados nos ônibus (busdoor), táxis e nos equipamentos de mobiliário urbano como abrigos de ônibus, coletores de lixo, cerca para árvores.
Quem lucra com o caos?

Na verdade, a grande intenção do comércio e do setor industrial é a de chamar a atenção do consumidor a qualquer custo, sem a menor preocupação com a qualidade desta imagem. Além disso, a locação de pontos para a instalação de outdoors, parece ser um negócio bastante lucrativo e a produção de anúncios também. Não é a toa que a indústria de editorial e gráfica é uma das que mais tem crescido na cidade.

Quem parece não ganhar nada com isso é a própria cidade. As taxas devidas ao poder público não têm a mesma expressividade.

Esta situação reflete-se fortemente na imagem da cidade, e na qualidade ambiental urbana dos centros terciários. Poluição visual, dificuldade de orientação, dificuldade de deslocamento nas ruas e nas calçadas, por uso indevido das mesmas.

Apesar disto, não se pode esquecer que a imagem de dinamismo e vitalidade no comércio é, em parte, pelo congestionamento: de pessoas, de veículos, de mercadorias e de imagens.

Fica claro, que alguns lugares, necessitam desta forma de poluição visual, que não está interessada em transmitir mensagens específicas de produtos ou estabelecimentos. É, simplesmente, a sensação de vitalidade que importa.

Nestas áreas, de interesse para a cidade (para o turismo), as intervenções deveriam adotar um caráter orientador, com concentração maior nos aspectos de segurança e circulação no espaço público.

Nas demais áreas, alguns critérios deveriam ser estabelecidos para que a publicidade fosse dirigida para as questões de identificação dos estabelecimentos. Logicamente, não podem ser esquecidos, todos os atores envolvidos neste processo, que são muito mais do que comerciantes e empresas que produzem e controlam a locação dos outdoors na cidade

Uma legislação orientadora, uma fiscalização eficiente e, principalmente uma conscientização dos varejistas de que este tipo de propaganda e de espaço varejista não contribui para a melhoria da rentabilidade do seu negócio, pode ser um primeiro passo para a mudança da situação hoje existente nos espaços varejistas.

Na atualidade, a concorrência crescente entre os diversos negócios vem reconhecendo e valorizando, cada vez mais, a importância do projeto arquitetônico, como um todo, para aumentar a rentabilidade de seus negócios.

A questão da Imagem da cidade, principalmente em cidades como São Paulo, com grande vocação para o turismo de negócios, passa a ser fundamental. Não se pode esquecer que a imagem mental também é formada pela imagem física. E na questão do turismo, por exemplo, a boa lembrança que fica é a alma do negócio: a vontade de retornar (5).
Notas

1 Professor Phd de Marketing na Universidade de Lehigh, Pensilvânia, nos Estados Unidos

2 Mídia Exterior considera todo e qualquer tipo de publicidade, suportada em espaço público ou privado, que se utilize do espaço visual urbano como meio de comunicação. Também é conhecida como “publicidade ao ar livre”.

3 Lei 12.115 D.O.M. do Município de São Paulo, de 1996

4 Dados do promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo, Dr. João Lopes Guimarães Jr., no dia 22/11/2001 em exposição no Seminário Paisagem Urbana da Cidade de São Paulo, em São Paulo.

5 Nota do editor – Leia também sobre o assunto: "Paisagem urbana de São Paulo. Publicidade externa e poluição visual", de Issao Minami, Arquitextos, Texto Especial nº 074. São Paulo, Portal Vitruvius, jun. 2001

Fonte: www.vitruvius.com.br
Poluição Visual

O Direito Urbanístico, constitucionalmente reconhecido, é o conjunto de regras que regulam a ocupação dos espaços habitáveis das cidades, atendendo aos interesses do Estado e da coletividade. Como posto na definição, a ocupação dos espaços deve ser ordenada de forma a resguardar os interesses do Estado e da coletividade, que nem sempre são coincidentes, eis que em muitas hipóteses o Estado prioriza a função fiscal e não extrafiscal da questão.

O problema é complexo e tem interesses, não raro, colidentes, pois envolve o direito à moradia, ao uso do solo, à circulação, ao trabalho e lazer e ainda os interesses políticos e fiscais do Estado.

Outrossim, a abordagem deve ser prioritariamente preventiva, sob pena de se abrir margem à aplicação da teoria do fato consumado, aqui interpretada sempre de modo casuístico, em benefício de poucos e em detrimento de toda a coletividade.

A cidade é dinâmica, requer a elaboração de políticas públicas prévias, para que possa crescer ordenada e sustentavelmente, conferindo efetividade aos princípios constitucionais da função social da cidade e da propriedade (art. 182, CF), do desenvolvimento sustentável e do meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, CF), não sendo despiciendo lembrar que, embora a idéia de meio ambiente geralmente seja associada aos recursos naturais, sabe-se que existe o meio ambiente urbano, dito artificial e o meio ambiente natural.

Nas cidades, a qualidade de vida é medida não só pelos índices de poluição sonora, atmosférica, do solo, pela qualidade da água e dos alimentos, mas também pelos índices de poluição visual.

Entende-se por poluição visual a degradação da qualidade ambiental resultante de atividade que direta e indiretamente afete as condições estéticas do meio ambiente urbano ou rural. Em outras palavras, consiste na proliferação indiscriminada de outdoors, cartazes, neon, letreiros e formas diversas de propaganda e outros fatores que causem prejuízos à paisagem urbana local.

A poluição visual, a despeito de nem sempre receber a atenção merecida do Poder Público, tem como resultado a deterioração dos espaços da cidade, a dificultação ou impedimento da percepção de espaços na cidade.

O recobrimento das fachadas de edifícios por anúncios, cada vez maiores e em grande quantidade, mascara a identidade dos espaços das cidades, tornando-os todos iguais, escondendo os marcos referenciais, que fazem com que as cidades se diferenciem umas das outras, em especial Brasília, tombada como patrimônio cultural da humanidade, bem como facilitam a orientação e deslocamento dos cidadãos.

A poluição visual, além de contribuir para a perda da identidade das cidades, compromete a segurança dos cidadãos ao prejudicar a sinalização de trânsito e tirar a concentração de pedestres e motoristas, contribuindo para o aumento de acidentes de trânsito.

Por fim, há que se considerar que a poluição visual compromete a saúde da população, na medida em que afeta a qualidade de vida das pessoas, sua saúde, segurança e bem estar, pois assim como a poluição sonora, atmosférica, da água, e dos alimentos, produz graves males, tais como stress, fadiga, ansiedade e há na literatura até mesmo a hipótese de desencadeamento de depressão.

Sob a ótica do comerciante também há prejuízos, eis que a utilização descontrolada de placas e outdoors anula a própria intenção da propaganda. Já há estudos apontando que quando o olho humano é submetido a descarga muito grande de informação ele acaba se treinando para não se fixar em nada, ignorando o teor das informações, fenômeno que a psicologia denomina de "saturação de estímulo". Dessa forma, o efeito pretendido pela propaganda acaba sendo o inverso.

Diante de todas as desvantagens e prejuízos impostos à sociedade pela poluição visual, há que se chamar a atenção da sociedade para que exija medidas urgentes de fiscalização por parte do Poder Público, bem como de regulação da questão, não de forma simbólica, mas efetiva, para que o Distrito Federal seja preservado para a presente e futuras gerações, e em última instância, a qualidade de vida de seus habitantes, consoante o disposto na Constituição Federal vigente e no Estatuto da Cidade.

Fonte: www.clicabrasilia.com.br
poluição visual
As cores e a poluição visual
As cores

O nome de uma cor é o rótulo lingüístico que as pessoas dão às cores. Tal cor é determinada por uma cor física e/ou alguma outra característica física como reflexão ou iridescência.

Algumas vezes, dar nome às cores é limitado apenas à descrição de uma característica de uma cor física. Dar nome às cores depende, especificamente, de cada língua.

Pode haver um vasto e complexo sistema que represente a determinação de uma cor em uma dada língua. Geralmente, dar nome a uma cor envolve um vocabulário e uma sintaxe gramatical.

Cubo de Cores RGB

Como a paleta das cores é continua, nomear uma cor envolve quantização, freqüentemente com um vocabulário que especifique a gradual transformação de uma cor na outra. Para exemplo, podemos falar sobre a chamada ‘’paleta das cores RGB’’, onde cada cor ganha um valor numérico para tonalidade, saturação e intensidade, a qual é suficiente para determinar qualquer cor, como definida pela Física e percebida pelos olhos humanos. Cada um desses valores pode mudar gradualmente.

No entanto, a mudança gradual de tonalidades é descrita mais freqüentemente de uma forma descontínua. Tomemos como exemplo as cores ‘’laranja’’, ‘’amarelo’’, ‘’amarelo-limão’’; graduações da saturação podem ser expressas como ‘’pálido’’, ‘’normal’’ e ‘’vivo’’, e a intensidade pode ser descrita por ‘’escuro’’, ‘’médio’’ e ‘’claro’’.

Como essa forma de nomear pode gerar nomes extensos, atalhos como ‘’pastel’’, significando ‘’pálido claro’’, ou nomes descritivos como ‘’oliva’’, significando ‘’verde-amarelado relativamente escuro’’, são também usados.

A nomeação das cores não deve se ater somente à alguma característica física das cores, mas sim à mistura de várias delas. ‘’Prata’’ é uma característica da reflexão que não modifica a tonalidade da cor, enquanto ‘’ouro’’ adiciona um tom amarelo característico. Essas espécies de reflexões recebem também nomes como ‘’metálico’’ ou ‘’alumínio’’, enquanto outros efeitos da reflexão, difração, e dispersão da luz podem receber nomes como ‘’fluorescente’’ ou ‘’opalino’’.

Características da superfície e da iluminação podem apresentar diferentes visualizações, provocando modificações na nomenclatura. A nomenclatura de nomear a paleta de cores pode ser também hierárquica. A partir de ‘’amarelo’’ e ‘’vermelho’’, cores básicas, nomeamos o ‘’laranja’’, que é todo um conjunto de cores entre ambas, e podem, portanto ser quantificadas entre ‘’amarelo’’ e ‘’vermelho’’.
Regularidade

Berlin e Kay, em um estudo de 1969, demonstraram que existe uma regularidade substancial em nomear as cores nos diferentes idiomas. Nesse estudo identificaram os termos básicos: ‘’preto’’, ‘’cinza’’, ‘’branco’’, ‘’rosa’’, ‘’vermelho’’, ‘’laranja’’, ‘’amarelo’’, ‘’verde’’, ‘’azul’’, ‘’roxo’’ e ‘’marrom’’. Hoje em dia considera-se que toda linguagem que tem termos para cores, usa de dois a doze termos básicos. Todas as outras cores são consideradas variantes destes termos básicos para cores.

Português e o inglês usam os onze nomes acima, russo e italiano distinguem, usando nomes diferentes entre ‘’azul’’ e ‘’azure’’, (um tipo de azul claro), tendo, portanto doze termos. Nós distinguimos o azul claro e escuro, mas não utilizamos nomes diferentes. Já para ‘’vermelho claro’’ utilizamos ‘’rosa’’, outros idiomas podem não fazê-lo.

Enquanto a variação no número de termos básicos para cores entre as linguagens podem se dever a diferenças culturais, existe sem dúvida um modelo do padrão como os nomes se incluem no idioma. Como se esperaria, uma linguagem com apenas dois termos nomeia o ‘’preto’’ e o ‘’branco’’. A próxima cor é o ‘’vermelho’’, normalmente seguida de ‘’verde ‘’ e ‘’azul’’.

Berlin e Kay tiveram de reescrever seu trabalho para acomodar novos dados, mas muitos lingüistas concordam que esse padrão existe. A hipótese de Sapir-Whorf, que se refere à sistemática relação entre as categorias gramaticais da linguagem, que uma pessoa usa e como essa pessoa entende o mundo e se relaciona com ele, parece também corroborar essa idéia.
Sistemas padronizados

Um sistema padronizado de nomear cores pode ser bastante complexo, porque os humanos percebem as cores e as nomeiam de um modo complexo. Um dos modos de reduzir essas discrepâncias pode ser catalogar o conjunto das cores em uma paleta e desenvolvendo um modelo que nomeie a cor pela posição na mesma. Alguns métodos de nomear mais conhecidos são os métodos Munsell, ISCC ou NBS, desvantajosos por não dar a exata graduação. Outros, como HSI ou HSV são mais precisos embora simplificados. Alguns sistemas comerciais como Pantone ou Crayolla, são muito usados em impressão ou tecelagem.
Moda e marketing

Historicamente, eram incomuns as variedades de tons que existem hoje em dia, após a invenção das anilinas, então as cores eram formuladas como receitas, e nomes de tons característicos tinham origens em topônimos ou coisas da natureza, como ‘’preto Nankin’’, ‘’azul de Siena’’ ou ‘’sépia’’, normalmente identificando a origem de uma matéria prima rara e cara.

Atualmente, quando conseguimos praticamente qualquer tom em segundos numa máquina automática, o nome de uma cor, na moda ou no comércio, explora muitas vezes conceitos subjetivos e emocionais, visando sua associação com impulsos variados. Essa associação visa apressar a decisão do comprador com a utilização de vocábulos onde um simples ‘’amarelo’’ se torna ‘’âmbar ao entardecer’’ ou ‘’caminho dourado’’. Muitos fabricantes de tinta ou produtos de consumo mantêm equipes pesquisando e registrando nomes assim.
Poluição visual

Dá-se o nome de poluição visual o excesso de elementos ligados à comunicação visual (como cartazes, anúncios, propagandas, banners, totens, placas, etc.) dispostos em ambientes urbanos, especialmente em centros comerciais e de serviços. Acredita-se que, além de promover o desconforto espacial e visual daqueles que transitam por estes locais, este excesso prejudica o visual das cidades modernas, desvalorizando-as e tornando-as apenas um espaço de promoção do fetiche e das trocas comerciais capitalistas. Acredita-se que o problema, porém, não é a existência da propaganda, mas o seu descontrole.

Além disso, nos grandes centros, a poluição visual sofre a influência de outros tipos de poluição tais como: do ar, das águas e a poluição luminosa.
Efeitos da poluição visual

A poluição visual degrada os centros urbanos pela não coerência com a fachada das edificações, pela falta de harmonia de anúncios, logotipos e propagandas que concorrem pela atenção do espectador, causando prejuízo a outros, etc. O indivíduo perde, em um certo sentido, a sua cidadania (no sentido de que ele é um agente que participa ativamente da dinâmica da cidade) para se tornar apenas um espectador e consumidor, envolvido na efemeridade dos fenômenos de massas.

A profusão da propaganda na paisagem urbana pode ser considerada uma característica da cultura de massas pós-moderna.

Certos municípios, quando tentam revitalizar regiões degradadas pela violência e pelos diversos tipos de poluição, baixam normas contra a poluição visual, determinando que as lojas e outros geradores desse tipo de poluição mudem suas fachadas a fim de tornar a cidade mais harmônica e bonita aos olhos.

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